Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples, belos e perfeitos!Ao abandono nos campos...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Renascer!!!


Somos todos Fênix...
Temos que ser
Na correria do dia a dia.
Na rua, no escritório, em familia,
na desilusão tardia...
As situações que nos cercam,
deixam o nosso coração em brasa.
Como uma chama, que se espalha pelo corpo,
e consome tudo, por inteiro
Deixando apenas cinzas.
E, entre as cinzas, um movimento...
Espera!... Há, sim, um movimento!
E lá, onde mais nada restava,
Renasce o nosso ego...
Dá nova forma ao nosso ser...
Sim, é doloroso!
Toda a morte é!
Todo o nascimento é!
Mas é aí, que está o maior milagre:
Em meio de tanta dor...
O Ser pode novamente abrir as suas belas asas...
E partir em busca da sua felicidade!

domingo, janeiro 27, 2008

Fim...


Engoli as palavras!
Silenciei o sofrimento!
Tranquei o coração!
Não argumentei!
Simplesmente, aceitei!...
E, passivamente, vi-te sair da minha vida, da mesma forma como entraste...
Sem pedir licença!
Nunca prometeste nada... e eu nada te pedi...
Mas nos meus lábios, ficou o gosto doce, de um beijo nunca saboreado!
Ainda sinto o calor do teu corpo, num abraço nunca sentido!
Teus dedos suaves percorrem o meu corpo, jamais tocado, fazendo-o estremecer de desejo!
O teu perfume está entranhado, nos lençois, onde nunca te deitaste!...
Tento imaginar o tom da tua voz...
Tantas vezes imaginei, como seria dormir e acordar nos teus braços...
Sonhei, com longas caminhadas, feitas a dois, onde de mãos dadas, enfrentávamos o mundo...
Inventei viagens, só nós dois, onde em praias desertas, movidos pelo desejo, nos entregávamos à paixão...
A Lua seria nossa cumplice...
Mas, mais uma vez, o sonho foi só meu...
Confesso, que quando olho para a lua, não consigo conter as lágrimas...
E, o meu pensamento voa até ti...
Mesmo sabendo que sou só mais uma, na tua estatística...
(espero que tenhas boa nota na tese)...
Eu não me importo!
É o meu sonho, posso sonhá-lho, quantas vezes eu quiser!
Mas, não te preocupes...
Lentamente, vou desaparecendo, da tua rotina diária...
E, sem dares conta, um dia... vou ser só mais uma que passou...
Nem vais lembrar do meu nome...
Será que soubeste o meu nome??
Quanto a mim... nunca te vou esquecer!
Hoje, só o meu corpo existe!!
Hoje, a minha alma morreu!...

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Despedida!!


Fecho os olhos...
Imagino a minha expressão...
Deve estar calma e serena!
Tenho que admitir não tenho qualquer esperança de vê-lo...
Já não posso sonhar mais...
Tenho que dar esta etapa por encerrada!
Sinto o tempo... Como se ele me pudesse tocar...
O que eu achei que ía ser "antes", nunca será "depois"!!!!
Algo em mim mudou...
A dor muda as pessoas!
Modifica-nos...
O nosso interior muda...
O coração entristece...
Dói saber que nunca seremos "dois"!
Mas seguirei a minha vida, sendo sempre "uma"!!
Vou continuar a minha jornada, à procura de cura, para o que me destrói por dentro!!!
E, pelo caminho levo saudades, lembranças, algumas palavras de carinho e esperança!!
Imensas ilusões...
Vou caminhando pela estrada da minha vida...
Nem vou olhar para trás...
Tenho medo...
De voltar a olhar para o teu sorriso, e não conseguir seguir em frente!
Vou tentar esquecer a cor dos teus olhos, o som da tua voz...
E...
Quem sabe...
Um dia, ainda vou conseguir olhar para trás, já sem medo...
Sem mágoa...
Mas com muitas saudades...
Desta maneira eu despeço-me de um sonho!...
Que foi só meu!!
Muito meu....

terça-feira, janeiro 22, 2008

Decepções!!!




Porque nos decepcionamos com uma pessoa, com um acontecimento, com uma situação,ou com a vida?
A decepção é um sentimento tão frustante, talvez seja das sensações que mais me entristece, deita-me abaixo, impede-me de continuar, bloqueia-me!
Será que criamos expectativas altas demais? Ou será que as expectativas eram normais, próprias e adequadas, mas a decepção teimosamente bate-nos à porta?
Será um problema de ansiedade, de querermos tanto que algo se realize?
Será que somos exigentes demais, e exigimos dos outros, coisas que nem nós próprios sabemos fazer?
Será que uns são mais atreitos a decepções que outros?
Será que uns, nem percebem a decepção não lhe dando a importância que outros lhe dão?
Será que as decepções só acontecem aos emotivos? Aos frágeis? Aos corajosos? Aos exagerados? Aos idiotas?...
E acordar depois de uma decepção?
Acordar para a Vida, acordar para o Dia, pôr os pés fora da cama, levantar o corpo, calçar qualquer coisa para começar a pisar o chão, a terra, olharmo-nos no espelho e vermos uns olhos decepcionados,….
E depois, muitas vezes voltar ao mesmo sítio, ao mesmo local, ver a mesma pessoa, ter de falar com essa pessoa, voltar e reencontar o mesmo ambiente, o mesmo cenário…..
Reagir…! Como se faz para reagir? Reagir é voltar a agir! Para voltar a agir, é preciso ter vontade de agir. E o mundo que nos rodeia, exigente, que não tolera a insatisfação, não tolera tristezas, que como uma criança mimada, quer-nos Lindos, Contentes, Sorrizinhos, Arranjados, Elegantes, Perfeitos, e todos nos pedem...
“Vá reage! faz qualquer coisa, tens que melhorar!
Lá estás tu com o teu péssimismo!…”.
E para culminar, lá dizem a frase: “Não percebo, porque ficas assim, não é caso para isso!”.
E nós, envolvidos num manto negro de tristeza, de amargos na boca, de nós no estômago, de dedos das mãos frios, de joelhos ligeiramente a quebrar, ficamos perplexos a olhar para aquela gente que nos diz... “Que não é nada!”.
Não é nada???!
Mas não percebem, que para nós É TUDO!
Que houve uma derrocada de terras, por cima da nossa boca, que houve uma inundação de líquidos salgados, que nos deixou molhados de suores frios, que o nosso coração saltou, mexeu-se, como se de um sismo se tratasse e nos deixou com taquicardia, que houve um corte a meio dos nossos pulmões, e os pôs a trabalhar em limites mínimos, que sentimos o sangue a parar nas veias e que fomos invadidos por um vento frio e quente, que levantou todas as areias no ar que nos sufocam e nos cegam?
Pois, não vêem isto?
Faltam as lágrimas?
Ah, as lágrimas, as piegas lágrimas, que comovem os outros…..
Mas olhem, os decepcionados não choram por fora, choram por dentro! Choram, choram, choram, até ficar secos, como um solo africano, seco, ressequido, morto….
Deixem-nos enterrar uma decepção, como se de um corpo morto se tratasse, deixem-nos enviuvar, chorar aquilo que nunca acontecerá, que nunca iremos possuir, deixem-nos cair no chão (não nos levantem, por favor!), de pernas e braços abertos deixem-nos gritar, gritar muito para que saiam os espíritos malígnos que nos envenenam, deixem-nos enlouquecer, perder o juízo, falar sózinhos, deixem-nos sair para a rua de robe e chinelos como um velho senil, deixem-nos estar sós, desgrenhados e sem comer, deixem-nos fugir (não vão à nossa procura, por favor!) e se quisermos deixem-nos morrer...

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Noite!


Cai a noite...
Sinto uma ansiedade, uma solidão!
Espero-te...
Mas estás longe, sei que a espera é em vão...
O luar desenha formas nas paredes
Ouço uma música suave...
Ai, a solidão...
De repente sinto uma brisa, que me trás
o cheiro do teu perfume...
O vento é meu cumplice, porque
trouxe-me o teu cheiro...
Mas tu estás tão longe!
Fecho os olhos e sonho...
E, o sonho trás-me as lembranças da nossa última noite!
Quando nos amámos com loucura...
De olhos fechados...
Sonho!!!
E, no sonho, revivo todos os nossos momentos,
tão intensos...
Beijos, caricias, cumplicidade!
Sussuros...
Gemidos...
Dois corpos nus, que rolam pelo chão...
Gestos ousados, lábios colados...
O vento está forte... a música...
Sinto-te...
Grito o teu nome...
Mas só o silêncio me responde!
Acabou a música... Parou o vento...
Agora somente o luar é meu cumplice...
Nesta noite de solidão...
E, tu...
Tu, estás tão longe...

terça-feira, janeiro 15, 2008

Espelho



A imagem ofuscada no espelho,
vai pouco a pouco deixando ver
o retrato de uma mulher,
que conhece o tempo e os caminhos
por onde caminhou...
Lembro, as jovens tardes de verão...
Quantos... Quantos anos...
Foram passados e guardados...
Quantos sentimentos lembrados,
num emaranhado, aprisionados pelo peso do tempo...
Quantas vezes procurei...
Quantas vezes encontrei...
Quantas vezes perdi...
Quantas vezes não achei...
Diante do espelho...
Tomo um gole de ar fresco,
e com um nó na garganta,
ajeito o cabelo.
Guardo dentro do peito,
tudo o que de bom a vida me tem dado!
Já não sou uma menina...
As noites são longas, e até amanhecer,
penso vezes sem conta na minha vida...
A almofada é a minha testemunha de noites mal dormidas,
ela conhece os meus sonhos, as minhas alegrias e as minhas dores...
Olhando para o espelho, vejo o que sou...
Os meus olhos já não olham para lá do horizonte...
O meu sorriso perdeu a espontâneadade!
A vida mostrou-me a sua face mais negra...
E, eu sobrevivi!
Olho para o espelho, e para a almofada...
Um mostra-me a realidade... a outra convida-me a sonhar,
nas longas noites que passamos juntas!
Mas eu...
Já não sou uma menina...
Pois não...
Nunca mais...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Chuva...


Lá fora a chuva cai lentamente...
Agrada-me esta chuva...
Suave, limpa, transparente!
Enquanto o meu coração,
escuta o meu interior...
Eu páro para ouvir o suave da chuva
na minha janela...
De caneta na mão,
Começo a escrever sobre o branco do papel...
Escrevo até onde o pensamento me leva...
Enquanto sinto uma leve brisa, nos meus cabelos,
como se fosse o hálito do vento...
No papel abraço um "amigo",
que está distante, e ofereço-lhe uma rosa...
Consigo imaginar o seu sorriso, tão lindo!
E, as nossas mãos tocam-se...
Sinto um arrepio...
Será frio???
Tenho a leve sensação de ouvir a harpa de um anjo...
Lá fora continua a chover lentamente, e eu deixo
a caneta, seguir o meu pensamento e o meu coração
que página a página,vai descobrindo meus sonhos...
Todos meus...
Só meus...
Porque o meu coração, respira amor!
O frio penetra na minha pele, mas o meu coração está aquecido!
Agrada-me esta chuva!...