Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples, belos e perfeitos!Ao abandono nos campos...

quarta-feira, junho 29, 2011




Serei eu assim tão diferente aos olhos dos outros?


Viverei eu num mundo diferente?
Sentirei eu as mesmas coisas?
Sinceramente por vezes questiono-me!
Acredito na minha essência, acredito na pessoa que sou, e não concebo viver de outra maneira, afinal de contas, é a minha vida, como tal, porque terei que ser como os outros? Por ser politicamente e socialmente correcto? Não me lixem!!!
Já alterei algumas coisas na minha forma de estar por opção, nunca porque "tinha que", mas não me peçam mais daquilo que posso dar.
Não prometo o que não sei se posso cumprir, embora viva num mundo que funciona dessa maneira, mas não me queiram obrigar a aceitar e acreditar nas promessas que ouço. Acredito em vontades de querer, mas que se resumem a isso mesmo, vontades. Se os objectivos são alcançados, é bastante positivo, mas se não são, não crucifixo ninguém, como tal, não admito que me queriam a mim crucificar. Tento, luto por, mas não invento nem crio falsas expectativas.
Serei por isso diferente?

Sou?


Então se sou, ainda bem, pois estou de bem comigo, e acima de tudo, à noite quando me deito, a minha consciência não me perturba. Se ser diferente é não especular, não intervir sempre, não querer mostrar sempre o que sinto e o que sou, então assumo, sou diferente...mas nunca deixo de ser eu!




Sei quem sou!!!

terça-feira, junho 28, 2011



Um grito mudo



que me consome...


Sorriso triste


que se esboça

em mim...

Estar tão longe...


E ter tanto a dizer.


E sentir, este vazio...


Tão cheio


de ti...


toi qui me manque

quarta-feira, junho 22, 2011

Há qualquer coisa de enigmático que se esconde por detrás da falsa indiferença que ambos fazem questão de mostrar. Talvez no indizível dos pensamentos...
É uma espécie de jogo de sedução, mortalmente perigoso e cuja única regra se impõe pelo silencio que a rege e algo me diz que nenhum dos dois se atreverá a quebra-la, jamais!
Obrigados a permanecer frente a frente, sem terem para onde fugir, não terão outro remédio que não seja o de arriscar no jogo que servirá também para testar as suas resistências. Por isso, serão jogadores mudos até ao resto da vida, cientes de que nada mais haverá para ganhar, além daquilo que todos os dias irão perdendo e que já conta desde o início, logo após o fim...
Trocaram a amizade saudável que tinham por uma leviandade, por um capricho, por um impulso, por uma paixão... e se algum dia ganharam, certamente que o peso da perda será sempre maior do que o do ganho.

terça-feira, junho 21, 2011



Gosto de remexer nos cacos da minha história, que guardei como relíquias de valor incalculável. Revolver o amontoado de lembranças, sentir o seu cheiro, que, por instantes, me levam ao sítio e ao tempo a que pertencem, fazendo com que reviva os melhores pedaços da minha vida passada, sem sentir grandes saudades dos que ainda não vieram. Talvez venham, talvez nem venham...

De quando em quando, dou longos passeios pelo que me resta do que a minha mente não apagou ainda. Só dou conta de mim, quando me vejo ali sentada de novo, no meu jardim de melancolias perfumadas a folhear os meus álbuns antigos, onde guardei alguns dos meus melhores momentos. A maior parte, são pertença da minha infancia. Uma infancia que me visita vezes sem conta e quase todos os dias.
Quedo-me em cada um deles e é aí que a magia acontece... num piscar de olhos, revejo-me do lado de dentro das imagens que me povoam o pensamento. Sou eu ali, como se estivesse sentada no sofá da minha sala, a assistir a uma cena de um filme. Só que, desta vez, trata-se do meu próprio filme. E não deve ser por acaso que desempenho o papel principal, ou não fosse eu a protagonista da minha própria vida!...
Neste filme antigo, cujo elenco ali se mantém bem vivo, apesar de já terem morrido uma boa parte deles; as cores já um pouco esbatidas pela minha memória, ainda realçam na perfeição as imagens onde me revejo, como se o tempo tivesse parado e eu nunca tivesse dali saído. É por isso que vos digo, que não tenho saudades do futuro...
Quanto mais me confronto com os anos passados, que se vão acumulando no sótão das minhas memórias, mais antigos se tornam os do futuro. E sendo assim, não tenho pressa de coisa nenhuma, muito menos de apressar o tempo, ansiando os melhores anos que nunca mais chegam... pois que esses, esses já passaram!


Poucos são os que dão por isso.



Muito se podia dizer sobre esta imagem...
Eu digo apenas... gosto da cor dos calções...    @_@

E... Chegou o verão!!!!! Bem Vindo

segunda-feira, junho 20, 2011



É o que me apetece!!!


GRITAR!!!!

Apetece-me gritar até ficar sem voz, sem forças!
Apetece-me explodir!!!
Apetece-me mostrar o meu lado obsceno!
Apetece-me dizer tudo aquilo que nunca digo!
Apetece-me fazer todas as asneiras que sei!
Apetece-me partir tudo pelo simples facto de destruir!
Apetece-me magoar!
Apetece-me ser má!
Apetece-me mostrar que também sei quando é preciso ser cínica!
Apetece-me ouvir esta música que sempre odiei para dizer "que merda de música, que me complica os nervos"
Apetece-me dizer FO............. para isto tudo!!!

Apetece-me porque estou de mau humor!


(amanhã isto passa-me....mas hoje estou assim! Também tenho direito!!!!)


Até amanhã, então!!!



quinta-feira, junho 16, 2011



Talvez seja eu...
Exigo demais... Ou as pessoas dão pouco...
De qualquer forma... hoje, desiludiste-me!...

[E HOJE ATÉ ESTAVA FELIZ]

segunda-feira, junho 13, 2011


Alheia a tudo o que me rodeia, decido que me entrego totalmente aos meus quereres. Desnudo-me e sigo em frente com os meus impulsos, as minhas vontades. Quero transformar os meus sonhos em momentos reais, para que um dia mais tarde não tenha que dizer "deveria ter dito ou feito".


Nunca deixarei de sonhar, pois tenho consciência que muitos nunca deixarão de ser isso mesmo...sonhos, mas garantidamente irei sempre tentar chegar a eles.

A vida é uma mera passagem onde vivemos várias histórias. Da infância à juventude, guardamos lembranças e experiências. Aprendemos e ganhamos a maturidade para encarar a fase seguinte, onde novas histórias estão prontas para serem vividas. Encontro-me nessa fase. Quero vivê-las. Quero senti-las. Algumas já fazem parte da minha história, mas muitas mais aguardam-me.

Sei que lágrimas verterei, sei que sorrisos irei oferecer, sei que terei que tomar decisões, mas garantidamente não baixarei os braços. Entrei num patamar da minha vida onde posso dar-me ao luxo de olhar em frente de uma forma diferente. E é essa fase que me está a agradar, onde posso (in)conscientemente libertar e dar azo a algumas loucuras e fantasias minhas guardadas na gaveta denominada "para um dia...quem sabe".

A vida passa depressa demais...e temos que a aproveitar!

Temos que demonstrar os nossos sentimentos pelos que mais gostamos...e saber guardar em nós as demonstrações de carinho, amor, amizade, desejo, respeito que nos são oferecidas.

A vida é para ser vivida...

 
 
 
 
 
 
{Som do Silêncio}

quarta-feira, junho 08, 2011



Os amigos entram, acomodam-se, instalam-se e ficam a morar cá dentro no nosso coração. Fazem-nos rir, fazem-nos chorar. Riem-se e choram connosco. São sinceros. São francos e leais. Chamam-nos à razão. Os amigos partilham momentos. Desabafam. Partilham sentimentos. Estão perto mesmo quando não estão. Os amigos pedem desculpa... quando erram, quando magoam, ou quando simplesmente precisam de o fazer.




Não há maus amigos, apenas bons! Se são maus é porque não são amigos, mesmo que ainda nos tenham tomado por tontos e nos tenham feito acreditar que um dia o foram. Os maus podem até ter ousado entrar em nós, acomodado, instalado e até terem ficado a morar um tempo cá dentro. Podem até ter sido os reis da casa, ter envenenado e afastado os bons. Mas, no fim da história, basta fecharmos os olhos e sentir quem realmente ainda mora cá dentro... Os maus acabam por deixar a casa livre para quem verdadeiramente merece ficar!







Obrigado aos que são humildes e sabem pedir desculpa. Adeus aos que fogem!



{Bruno Cláudio da Cruz}



segunda-feira, junho 06, 2011


Sim, é verdade...
…e são imensas as coisas que tenho que fazer.



Mas ainda não é hoje. Também não sei se será amanhã. Sei apenas que só me apetece estar parada e saborear. É uma sensação de crescer para dentro que não sei explicar. É como se me sentisse maior mas para dentro. Estranho não é? Mas é que não sei explicar muito melhor que isto. E as explicações gosto de as acompanhar com gestos e aqui não se vêm. E aqui também não gosto de me explicar. Gosto de deixar apenas algumas linhas sobre o muito que poderia escrever. Mas aqui sou apenas uma parte do que sou construída e é por isso que escrevo apenas algumas linhas. É como noutras ocasiões em que se coloca a mão no peito para se dizer em surdina o que se sente. Não se diz tudo. Na realidade nunca se pode dizer tudo quando o que se sente não se consegue resumir em palavras. Talvez numa frase… porque palavra nenhuma consegue dizer como me sinto.
A minha esperança é que o meu olhar consiga fazer justiça a tudo o que vai aqui dentro.